Brasília, 20 de outubro de 2019 - 19h41
Paraguai, Brasil e Argentina irão coordenar ações contra o crime organizado

Paraguai, Brasil e Argentina irão coordenar ações contra o crime organizado

03 de junho de 2019 - 16:08:58
por: Marcelo Rech
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Brasília – Os governos do Paraguai, Brasil e Argentina, decidiram coordenar uma série de ações contra o crime organizado apesar do cancelamento por questões meteorológicas, da cúpula que seria realizada nesta segunda-feira, 3, na cidade de Pedro Juan Caballero, na sede da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) paraguaia.

Estão no Paraguai os ministros da Justiça e Segurança Pública, do Brasil, Sérgio Moro, e da Argentina, Patrícia Bullrich. Os dois teriam reuniões com o presidente Mario Abdo Benítez, o ministro do Interior, Juan Ernesto Villamayor, e o chefe da SENAD, Arnaldo Guizzio. Os três países colocarão em marcha a Operação Nova Aliança contra a produção e o tráfico de maconha.

Desde o início do ano, a cooperação bilateral entre Brasil e Paraguai tem sido responsável pelos principais golpes aplicados contra as organizações criminais na região. Para a SENAD, a cooperação com a Polícia Federal brasileira é um dos fatores decisivos para o êxito das operações.

Na semana passada, os ministros Moro, Bullrich e Villamayor, participaram em Buenos Aires, da reunião de ministros de Justiça e Segurança Pública do MERCOSUL quando foi possível avançar-se na cooperação que cobra mais celeridade para ser implementada.

De acordo com Villamayor, “um dos elementos que o governo do Paraguai decidiu utilizar foi a expulsão de cidadãos que trabalham dentro de estruturas do crime organizado e não os submeter aos processos de extradição”, afirmou.

O ministro explicou que há grandes dificuldades para a identificação adequada por conta do uso de documentação falsificada, um artificio utilizado justamente para evitar-se a extradição. “A fronteira tem que ser algo que sirva para unir os países, e não para refugiar delinquentes”, destacou.

Membros de organizações como o PCC e o Comando Vermelho têm sido expulsas do Paraguai antes mesmo que se abra um processo de extradição.