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Mundo
Argentina comprará duas usinas nucleares da China
09/05/2017 - 12h52

No próximo dia 17 de maio, os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, e da China, Xi Jianping, se reunião em Pequim quando será assinado o contrato de compra de duas usinas nucleares chinesas por US$ 12.5 bilhões. O memorando de entendimento para a compra das centrais nucleares foi firmado em 2016.

Uma delas será Atucha III, localizada em Lima, onde já se encontram outras duas usinas, distantes apenas 70 km de Buenos Aires e 80 km do litoral argentino.

De acordo com o governo argentino, a China financia 85% das obras com 20 anos de prazo, oito anos de carência e um custo financeiro total de 4,8% que inclui o seguro por risco país que a China cobra da Argentina. O crédito será liberado pelo ICBC chinês.

Segundo Julián Gadano, Subsecretário de Energia Nuclear, “a ideia é começar a pagar quando Atucha III estiver em pleno funcionamento e passe a gerar fundos”. Atualmente, a energia nuclear aporta 6% da oferta elétrica argentina, e Macri pretende que esta matriz alcance pelo menos 10%.

Gadano explicou ainda que os chineses oferecem uma tecnologia baseada no projeto PWR (Pressurized Water Reactor), ou reator de água a pressão, no qual o circuito primário de refrigeração está pressurizado com o objetivo de evitar que a água alcance o seu ponto de ebulição. Trata-se do mesmo modelo desenvolvido pela Westinghouse e na China existem pelo menos 70 dessas centrais em funcionamento.