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Relações Exteriores
Chanceler dominicano minimiza escândalo Odebrecht, ausências e destaca força da CELAC
23/01/2017 - 18h01

Marcelo Rech, especial da República Dominicana

Punta Cana - Em entrevista exclusiva com o InfoRel, o ministro de Relações Exteriores da República Dominicana, Miguel Vargas, minimizou nesta segunda-feira, 23, o impacto do escândalo envolvendo a Odebrecht, no país, e as ausências dos presidentes Mauricio Macri e Michel Temer, da Argentina e Brasil, respectivamente, ao destacar a força da CELAC, cuja 5ª Cúpula acontece no país até a próxima quarta-feira, 25.

Sem mencionar o caso Odebrecht, Vargas enfatizou que todos os 33 países membros da CELAC estão representados em Punta Cana. Segundo ele, “estamos tratando de destacar o que foi este ano de intensos trabalhos que teve a CELAC durante a presidência dominicana. O ralcionamento União Europeia – CELAC; China – CELAC; Turquía – CELAC; Índia – CELAC; e Coreia – CELAC; demonstram que nós, como organismo regional, somos o interlocutor, o porta-voz mais importante que tem a América Latina e o Caribe ante os atores mais importantes da comunidade internacional”, explicou.

Miguel Vargas ressaltou ainda o papel dos diálogos intrarregionais mantidos pela CELAC com organismos como a CEPAL, o BID, a ALADI, entre outros, que lidam com o processo de integração.

Sobre as ausências dos presidentes do Brasil e da Argentina, Vargas preferiu não comentar, afirmando que “esta Cúpula será das mais concorridas quanto à presença de delegações, presidentes e Chefes de Estado e de Governo. “São três primeiros ministros do Caricom, quatro vice-presidentes e altos funcionários de todos os países membros da CELAC”, afirmou. Outros 12 presidentes também confirmaram presença em Punta Cana.

O chanceler cominicano lembrou que a Argentina estará representada pela ministra de Relações Exteriores, Susana Malcorra e o Brasil pelo Subsecretário-Geral de América do Sul, Central e Caribe, Embaixador Paulo Estivallet de Mesquita. “Há ocasiões em que ocorrem temas impossíveis para alguns presidentes que já têm uma agenda estabelecida”, disse.

Migração

Sobre o tema migração, um dos que deverão integrar a Declaração de Punta Cana, Miguel Vargas, considera necessário esperar que a administração de Donald Trump se estabeleça nos Estados Unidos. “O nosso esforço deve ser o de contribuir para que os processos migratórios continuem dentro da regulação normal estabelecida dentro da CELAC e também nas relações da CELAC e dos seus países membros, com a administração norte-americana. No nosso caso, vamos aprofundar essas relações”, assegurou.

Na semana passada, ministros e vice-ministros de Relações Exteriores dos países do Sistema de Integração Centro-Americano (SICA), se reuniram justamente para debater o tema e avaliar como afrontar as políticas anunciadas por Trump. Ele prometeu deportar milhares de latinos e caribenhos ilegais, o que pode colapsar a região.