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Defesa
Jungmann se reunirá com ministros da Defesa sul-americanos para debater crimes nas fronteiras
20/01/2017 - 15h11

Brasília - Com o objetivo de intensificar ações de fiscalização e segurança nas fronteiras, juntamente com as medidas, anunciadas recentemente, de apoio ao sistema prisional dos estados, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, esteve nesta quarta-feira, 18, em Tabatinga (AM), quando anunciou que iniciará ainda em janeiro, uma série de encontros e reuniões com os ministros de Defesa dos países vizinhos. A primeira delas, para tratar da segurança nas fronteiras, está prevista para o dia 31, com seu homólogo da Colômbia.

A este cenário soma-se a apreensão, na virada do ano, de quase uma tonelada de “skank” – maconha mais sofisticada – e armamentos no rio Juruá, perto do 3º Pelotão Especial de Fronteiras (PEF), na localidade de Vila Bittencourt. O caminho das drogas passa pelo município de Coari até Manaus, capital amazonense.

Nesta quinta-feira, 19, Jungmann esteve em Dourados (MS), onde conheceu o projeto piloto do Sistema de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON).

Na Tríplice Fronteira (Brasil, Colômbia e Peru), o ministro foi até o Pelotão Especial de Fronteira de Vila Bittencourt, onde cerca de 70 militares fazem o patrulhamento e a fiscalização na região.

No início de dezembro, guarnições abordaram duas lanchas e, no confronto com uma delas, um traficante colombiano foi ferido e veio a óbito. No interrogatório aos outros cinco ocupantes, os militares tomaram conhecimento que, dias antes, transportaram um carregamento de cocaína.

De acordo com o ministério da Defesa, na virada do ano uma embarcação chocou-se num banco de areia e veio à pique. Os ocupantes conseguiram fugir e os militares, em operação, retiraram da água 20 pacotes onde a droga estava acondicionada. Ao abrir o envolucro, descobriram tratar-se de “skank.

O ministro Jungmann acompanhou ainda uma demonstração da tropa em pleno rio Japurá. “Esses homens e mulheres que estão aqui se dedicam a cuidar da fronteira do nosso país”, disse o ministro.

Amazônia

De acordo com o Comandante Militar da Amazônia, general Geraldo Antonio Miotto, em alguns locais da região norte do país, as Forças Armadas são a única presença do Estado brasileiro.

Sob o Comando Militar da Amazônia estão 24 quartéis do Exército e que, em sua maioria, exercem poder de polícia na faixa de 150 km para dentro do Brasil, nos 10 mil km de fronteira. Os militares combatem ilícitos transfronteiriços como pesca e garimpo ilegais, contrabando, tráfico de armas, drogas e animais.

Em cooperação com os países vizinhos, e até da África, América do Norte, Europa e Ásia, o Comando promove a troca de experiências por meio de encontros, exercícios e operações.

O ministro da Defesa visitou ainda a Capitania Fluvial de Tabatinga onde assistiu a uma apresentação sobre a presença da Força Naval na região amazônica. A capitania em Tabatinga é responsável pela segurança do tráfego aquaviário com ações de inspeções a embarcações, patrulhamento dos rios e combate a ilícitos. Pela região circulam 30 mil embarcações.

Participaram da visita em Tabatinga, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, o Chefe do Estado-Maior do Exército, general Fernando Azevedo e Silva, e o assessor militar do gabinete do ministro da Defesa, brigadeiro João Tadeu Fiorentini.

ACISO

Na Amazônia Ocidental, cerca de 20 mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica realizam diversas ações de caráter social e de assistência médico-hospitalar, além de obras de engenharia em rodovias e construções, inclusive, de pequenas hidrelétricas.

Na oportunidade, o ministro Jungmann conheceu o Hospital de Guarnição de Tabatinga (HGT), administrado há 40 anos pelo Exército e o único da região. No hospital atuam 250 profissionais entre civis e militares. Apenas no ano passado, o HGT prestou apoio de saúde a mais de 100 mil pessoas.

Segundo o seu diretor, o médico obstetra, coronel Alexandre Assumpção Borges de Oliveira, 85% da população assistida é composta por indígenas e civis, além de peruanos e colombianos.