Relações Exteriores
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Judeus ortodoxos temem terrorismo xiita
29/07/2012 - 20h46

Marcelo Rech, especial de El’Ad, Israel

El´Ad é uma das cidades mais jovens de Israel, fundada em 1998 e que tem atualmente, pouco mais de 40 mil habitantes. Tudo ali é muito igual. As casas e prédios não têm cores. Uma forma de mostrar que todos são iguais.

Trata-se de uma cidade judeu-ortodoxa onde os preceitos religiosos são observados com rigor. Mais da metade da população tem até 18 anos.

A maior parte dos habitantes que fundaram El´Ad proveem de países árabes. O prefeito, por exemplo, veio da Síria. Outras autoridades proveem do Iraque e Jordânia.

São esses ortodoxos os que mais resistem à lei que pretende obrigar a que os judeus ortodoxos também cumpram com o serviço militar obrigatório. Atualmente, eles são dispensados.

Em relação ao conflito Israel-Palestina, Yitzhak Idan, prefeito do município, reclama que são os árabes os que não aceitam as decisões das Nações Unidas em relação à criação de Israel.

Na sua opinião, há uma minoria xiita que tem o único interesse em espalhar o terror por todo o mundo.

"Há países árabes daqui até a Índia, com muitas terras não aproveitadas que poderiam receber essa gente (palestinos)", defendeu.

Segundo Idan, 83% da população de Israel está disposta a renunciar a santidade da terra em prol da santidade das pessoas. No entanto, a entrega de território não garante, na sua avaliação, que se alcance a paz.

"Em três oportunidades, Israel deixou o Sul do Líbano, Gaza e Taba, e o que recebeu foram mísseis. O silêncio do mundo em relação ao terror islâmico dá a eles essa sensação de que pela violência podem mudar o mundo", afirmou.

Para Yitzhak Idan, um dos principais erros cometidos durante as negociações fracassadas de paz é que não se permitiu aos judeus árabes participarem do processo.

"Como judeus e árabes não pretendem deixar essa terra, devemos tratar de cuidarmos uns dos outros", avalia.

Ele também acredita que os líderes árabes têm medo de tornar públicas suas posições por conta dos extremistas.

As casas de El´ad têm todas 70 metros e seus habitantes são também todos nascidos em Israel. Eles têm por obrigação, estudar a Bíblia diariamente e vão à escola desde as primeiras horas da manhã até às 19h.

Síria

Os judeus ortodoxos também cobram ações dos árabes em relação à matança que ocorre na Síria. "Todos os dias estão matando crianças na Síria e ninguém se importa", diz Idan.

O prefeito de El´ad acredita na queda de Bashar al Assad e teme que as armas sírias de destruição em massa acabem em mãos "de gente muito irracional". Segundo ele, "a Síria experimenta uma espécie de holocausto moderno".


"É permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte" Fonte: www.inforel.org
 






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