Para imprimir é necessário habilitar o pop-up Enviar a notícia por e-mail
Aumenta a fonte 
Aumenta a fonte 
Relações Exteriores
OEA cobra eleições para pôr fim à ditadura na Venezuela
22/03/2017 - 09h38

Brasília - O Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, cobrou a realização de eleições na Venezuela como condição para o estancamento da crise política. Segundo ele, “de uma ditadura se sai por meio de eleições”. Almagro deverá tratar do assunto em abril quando estará em Brasília para reunir-se com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira.

Para o chefe da OEA, Nicolás Maduro precisa convocar o mais rapidamente possível eleições gerais, livres e com observação internacional. “De uma ditadura se sai por meio de eleições e essa é a solução”, afirmou Almagro que nesta segunda-feira, 20, reuniu-se com Lilian Tintori, Patricia de Ceballos e Oriana Goicoechea, familiares de políticos presos na Venezuela.

Em março, ele já havia pedido a suspensão da Venezuela da OEA caso o país não convoque eleições gerais em 30 dias. Para que a suspensão seja imposta serão necessários 24 dos 34 votos dos estados membros da organização. O Secretário-Geral não teme uma derrota da sua proposta e destacou que “o único fracasso seria ter calado ante as tremendas violações à institucionalidade democrática, os direitos humanos, civis e políticos na Venezuela”.

Além disso, ressaltou que “a impunidade com a qual o regime venezuelano contava para demonizar a oposição não existe mais porque estamos introduzindo este tema na agenda internacional e estamos denunciando em todos os âmbitos correspondentes”, disse Almagro.

Nesta semana, Luis Almagro deverá reunir-se com o presidente do Conselho Permanente da entidade e os coordenadores regionais para discutir a situação e os próximos passos. A representante venezuelana na OEA, Carmen Luisa Velásquez o acusou de “proselitismo” e afirmou que o país irá consultar os demais membros para que se avalie a conduta “deplorável” do Secretário-Geral.